De Podem tratar-me por vizinha... a 21 de Maio de 2009 às 18:53
Já li! É mais uma ajuda... Pode ser que ele compre a Visão!

De Anónimo a 24 de Maio de 2009 às 19:55
(...)
XIV
Eu não preciso da estética para amar-te
nem é por tanto imaginar-te que te quero.
Não preciso que sejas digna de qualquer arte.
Amo-te simplesmente e simplesmente te espero.
Como um pirilampo, lanço o meu sinal na noite
e é só uma doce afinidade o que procuro,
espero só uma cândida vontade que se afoite
a devassar este meu anseio mais obscuro.
Procuro um pulsar cúmplice, um sorriso ameno,
um sim inteligente faiscando no olhar,
um convite sensual sem ser obsceno
e a naturalidade de fazê-lo sem pensar.

XV
Em cada dia que passa, frívolo e apressado,
em cada instante rotineiro que se escoa,
há milhões de olhares que se cruzam com agrado,
milhões de corpos se roçam de um modo que atordoa
e despertam íntimos desejos que não terão sequência
e avivam fantasias que não terão desfecho,
espécie de lodo acumulando no fundo da consciência
sem mais consistência que a pouca dum gracejo.
Milhões de expectativas assim nascem e logo morrem,
deixando de o ser ao começar a sê-lo,
e no turbilhão das tentações que nos acorrem
fundem-se vontade e renúncia, tal como fogo e gelo.

Quem sabe, quem pode sequer adivinhar
se em qualquer desses instantes desprezados
alguém abdicou de quem mais podia amar,
ou quantos foram os belos idílios abortados,
quantos assombros de tórrida felicidade
perderam a única chance de vir à existência,
quanta satisfação se desencontrou da necessidade
que a procurou com tão incrédula persistência!
Corpos esgueirando-se, corações batendo, olhares fluindo,
sabe-se lá o que neles há que assim perdemos,
desdenhando o que a vida dá de mais terno e lindo...
E porque não ousamos, nunca o saberemos.

(...)
in Rui Valada, "Peregrinação Sentimental"



De L. a 24 de Maio de 2009 às 19:58
Que bonito...

De miguel a 5 de Junho de 2009 às 13:12
Leonor, infelizmente não te trago notícias relacionadas com o teu principe encantado, mas trago-te a minha história, que te pode dar alguma esperança:
quando andava na 3ª classe, aconteceu o meu primeiro amor, tudo muito platónico, até porque eu era envergonhado demais para responder sequer ao papelinho que ela me mandou entregar por uma colega, onde perguntava se eu queria namorar com ela!!
Na 4ª classe, perdi-lhe o rasto mas nunca a paixão...
Desde aí, sempre tive a esperança de a voltar a ver, quanto mais não fosse para lhe dizer o quanto me arrependia de não lhe ter respondido ao bilhetinho lindo que ela me tinha mandado.
Na altura, há 35 anos atrás, ainda não havia internet; apenas as páginas amarelas, o que me dificultava um bocado a procura. Mas de vez em quando, ao longo destes anos, lá ia passeando os meus dedos pelas famigeradas páginas.
Quando apareceu a internet, tive mais métodos de procura, desde os simples motores de busca, até às recentes redes sociais, onde chateei várias pessoas com o mesmo nome, a ver se eram elas a minha princesa desaparecida.
Mesmo assim, durante muitos anos, a minha busca foi infrutífera, até que...
...há meses atrás, no Facebook, voltei a indagar junto de alguém com o mesmo nome se era a menina que tinha andado na tal escola, em tal ano e...
BINGO!!
Não imaginas a minha felicidade - é como encontrar o Santo Graal, ou a Arca Perdida ou sei lá o quê mais...
Por isso, Leonor, não percas a esperança!
Um dia vais conseguir... só espero que não demore os 35 anos que eu demorei, mas com as novas tecnologias tenho a certeza que não.
Boa sorte!

 
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